1 de março de 2011

E nosso final vai ser Feliz...

De repente me senti precisando de um empurrão ou de um sopro mais forte. Como se não dependesse só de mim ir lá fora. Como se todos esperassem por mim e eu já soubesse disso, mesmo fingindo que não sei que sei. Aí, como sempre, aparece você, quase uma ventania de sentimentos. A calça jeans surrada, sua blusa azul pintada com o Che, o All Star preto, estava pronto. Apaixonei-me de novo pelos seus olhos, ou pelo jeito como olhou pra mim mais uma vez. E o resto em você era só grandes detalhes. Detalhes de diferença entre você e os outros seres do mundo. Você, ser. Você, humano. Apaixonei-me por um Deus. Já que eu era sua Iris, você foi meu Eros. Então segurou minha mão e me guiou. E, ao seu lado, eu era o centro das atenções e não tinha medo. Andamos com aquela música ao fundo, me lembro bem, vinha do outro lado da praça, estavam tocando Love Me Tender. Eu vestia um vestido branco, curto, estava de pés descalços e segurava em você com uma mão e na outra, o buquê de flores colhidas por nós, minutos atrás. E não houve uma só pessoa, naquele lindo jardim, que não chorou durante nosso casamento. Eu e você, autênticos. Eu e você, reais. Eu e você, unidos. Sem padre, sem bolo, sem festa. Só nós. Num parque qualquer, numa tarde comum, com roupas normais, entre pessoas amigas. Mas nossa alegria era tão diferente que todos sabiam que seríamos felizes para sempre. E somos.