Me pego aos fios de lembranças e peço para que você mude, e em um ato de egoísmo não quero saber se é bom para mim, se é bom para você, rezo para que você mude que sinta amor por mim, que não ignore as minhas ligações, que me ligue que me chame que me ame. Na verdade eu acho isso quase tão impossível quanto eu deixar de te amar, afinal o tempo dessa vez andou tão de pressa que não deixa mais opções para que nossos caminhos se cruzem, se entrelaçam, fiquem unidos. Eu peço. Sendo eu egoísta te desejo profundamente só para mim.
Em outros casos já começo a pensar que é melhor eu amar outro alguém, encontrar outro amor, sendo este, que me queira bem, que nos braços dele descubra o que é amar de verdade. Mas não sei amor, não sei se quero deixar tudo o que não vivemos para trás a ilusão mata, nos da tristeza de várias angustias de vários tipos e sentimentos, mas não ligo não, gosto deitar e pensar do que se foi, e no que poderia ter sido. Então vejo que adoeci aos poucos fui vivendo uma vida que já não existe, uma vida da qual você colocou uma música feliz e disse adeus e ainda consigo escutar você dizendo que é o fim, mas eu perdi o fim em algum lugar no começo daquela semana quando você se virou deixando rastros de um bom homem que eu achava que era.
Eu não sei se quero você aqui pra te amar e eu, não você, mas eu me maltrataria a cada instante querendo saber de cada passo seu, querendo cada beijo e criando desculpas para cada ocasião importante, não tenho roupa amor, não tenho, e se hoje você estivesse aqui continuaria ser tê-la.
A música repete e repete, segue e segue algum outro coração triste também canta e como é feio quando você ama assim, como é doentio amar de mais, amar de menos e não saber amar. Mas eu sinto que a saudade é mais cruel, que o tempo passa mais rápido e que os vestidos de gala são muito caros. O lado bom de toda história de um apaixonado deixado, largada, nu, aos prantos, com saudade, se matando por dentro, trancando seu coração em um baú é que as palavras vem em mente e tudo pode ser descrito em uma folha de papel, em uma tela branca de word ou pode ser contata por um vestido de cetim que eu não tive e nunca terei. Por de trás de cada melancolia de textos bons estão lá os sentimentos, todos eles... Amassados e passados, por um ferro chamado tempo, mas ainda são os mesmos é só sacudir e usar.